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Mary Queen of Scots (1542-1587)

A Mary nasceu no palácio de Linlithgow no dia 8 de dezembro de 1542. Ela foi coroada com apenas 6 dias de vida. Dizem que ela chorou a cerimônia inteira, talvez um presságio do que estava por vir.

Ela estava na linha de sucessão do trono inglês e escocês. Como bisneta do Henrique VII da Inglaterra, ela era uma herdeira legítima e estava na linha de sucessão do trono atrás somente dos filhos de Henrique VIII.

Mary Queen of ScotsSendo jovem e mulher, Henrique VIII estabeleceu que ela se casaria com o seu filho, o futuro Eduardo VI e assim a paz estaria garantida entre os dois países.

A oferta de casamento estava acordada em tratado quando os católicos da Escócia decidiram se opor à oferta. Eles cancelaram o casamento, levaram a Mary ao Castelo de Stirling e renovaram a tradicional aliança com a França. É claro que o Henrique ficou furioso!

Ele ordenou uma série de ataques violentos na Escócia, principalmente em Edimburgo. “Coloque tudo sob fogo e espada. Robem tudo que vocês puderem de Edimburgo, então ponham fogo e a destruam. Isso sempre lembrará os escoceses a punição por serem desleais. Façam o que for necessário para derrubar o castelo e ponham fogo no palácio de Holyrood!” foram suas palavras. O exército inglês colocou fogo na Abadia de Holyroodhouse e, em tantos outros pontos da cidade que até mesmo eles tiveram que deixar a cidade. Eles também colocaram fogo nas plantações do vale do Tweed, nas abadias de Melrose, de Jedburgh e de Dryburgh.

Os escoceses deram a mão da Mary em casamento ao herdeiro do trono francês. Na época a França era o maior inimigo da Inglaterra, porém era uma grande aliada da Escócia. Mary se casou com o Dauphin em Paris no dia 24 de abril de 1558. Quando ele sucedeu ao trono de seu pai em 1559, a Mary passou a ser Rainha da França e da Escócia. Porém o reinado de Dauphin foi breve, já que ele morreu de uma infecção no ouvido em 1560.

Palácio Linlithgow - Destino EscóciaNo ano seguinte, a Mary decidiu voltar à Escócia. Em agosto de 1561 ela chegou a uma Escócia reformada (Reforma Protestante) com nenhuma tolerância em relação ao catolicismo. A Mary era católica romana e tinha receio de ficar na Escócia, mas seu meio-irmão, Lord James Stewart, tinha garantido a ela que poderia continuar a ser católica. Apesar das missas terem sido abolidas, a Mary foi capaz de negociar a celebração de missas privadas na abadia de Holyrood.

No início ela governou com sucesso e moderação, aconselhada pelo Lord James e William de Lethington. Em 1565, ela se casou com o seu primo de segundo grau Henrique, Lord Darnley (bisneto do Henrique VII).

Darnley era mimado, petulante, impulsivo e ciumento. O relacionamento dos dois não era dos melhores. Mary tinha um secretário, amigo e confidente chamado David Rizzio. Rizzio era italiano e compartilhava da mesma fé de Mary; ele era católico. Alguns acreditavam que Rizzio e Mary planejavam um golpe para restabelecer o catolicismo na Escócia. Outros achavam que ele era espião do Papa. Darnley tinha muito ciúmes desta amizade e o seu ciúmes era alimentado por intrigas de outras pessoas na corte. Até que no dia 9 de março de 1566 Darnley invadiu a saleta de jantar da Mary no Palácio de Holyrood, a ameaçou (na época ela estava grávida) e assassinou o Rizzio. É muito improvável que Mary e Rizzio tivessem tido alguma relação além da amizade. Não há nada nos relatos históricos que sugiram que ela tenha tido uma relação amorosa com Rizzio. A Mary ficou inconsolável.

Naquele verão nasceu o filho da Mary e do Darnley, seu nome era James. No dia 10 de fevereiro de 1567, o Darnley foi assassinado na Kirk o’Field próximo aos muros da cidade. As pessoas começaram a suspeitar que a Mary estava envolvida no crime.

Três meses depois a Mary se casou com o Conde de Bothwell, o principal suspeito do assassinato de Darnley. A partir daí a vida de Mary tomou um rumo trágico.

No dia 15 de junho de 1567, os Lords protestantes formaram um exército e se confrontaram com o exército da Mary no monte Carberry, próximo a Edimburgo.

Ela se rendeu, foi presa no castelo Lochleven e forçada a adbicar o trono para seu filho. Seu marido Bothwell fugiu para a Escandinávia, onde ele foi preso e permaneceu como prisioneiro até a sua morte.

Em 1568, a Mary escapou de Lochleven, mas perdeu a batalha de Langside próxima a Glasgow. Ela continuou a fugir em direção ao sul para pedir abrigo e proteção à Inglaterra, já que ela acreditava que a Rainha Elizabeth I iria apoiar a sua causa. Porém, a rainha a tornou prisioneira na Inglaterra onde ela permaneceu assim por 19 anos.

Os católicos do país tentaram assassinar a rainha Elizabeth, por isso os seus ministros exigiram a execução da Mary já que eles acreditavam que ela estivesse envolvida no tal atentado e temiam a restituição da Igreja Católica no país. A Mary foi executada no dia 8 de fevereiro de 1587, aos 44 anos. Foi enterrada na Catedral Peterborough. Em 1612, seu filho James VI ordenou que seu corpo fosse exumado e transferido à uma cova da capela do rei Henrique VII na Abadia de Westminster.

A Mary Queen of Scots é uma figura histórica muito amada pelos escoceses. Muitos filmes e documentários contam a vida dela.